Sobre o assassinato do refugiado congolês Moïse Kabagambe

O NIEM, Núcleo Interdisciplinar de Estudos Migratórios da UFRJ e outras instituições, e o NUREG (Núcleo de Estudos Território e Resistência na Globalização), apóiam as demais entidades (PARES Cáritas RJ, ACNUR Brasil e OIM Brasil) no seu pesar e indignação pelo crime cometido contra o congolês Moïse Kabagambe, que revela uma das muitas facetas da discriminação, violência e condições de injustiça a que estão sujeitos imigrantes e refugiados no Brasil.
 
Vale lembrar que boa parte dos congoleses no Brasil habita em áreas de alta vulnerabilidade social, sujeita a relações de trabalho precárias, em situação jurídica instável (solicitantes de refúgio) e são alvos também da xenofobia e do racismo que atingem os estrangeiros dos países do Sul, em especial os negros.
 
 
 
 
NOTA CONJUNTA SOBRE A MORTE DO CONGOLÊS MOÏSE KABAGAMBE
 
Brasília en Rio de Janeiro, 31 de janeiro de 2022 – As equipes do PARES Cáritas RJ, do ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) e da OIM (Organização Internacional para as Migrações) no Brasil receberam, com enorme consternação, a notícia da morte do refugiado congolês Moïse Kabagambe, de 24 anos, brutalmente espancado na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
 
Moïse chegou ao Brasil ainda criança, acompanhado de seus irmãos. No país, ele e sua família foram reconhecidos como refugiados pelo governo brasileiro. Ele era uma pessoa muito querida por toda a equipe do PARES Caritas RJ, que o viu crescer e se integrar.
 
O PARES Cáritas RJ, o ACNUR e a OIM estão acompanhando o caso, esperando que o crime seja esclarecido.
 
Neste momento, as organizações apresentam suas sinceras condolências e solidariedade à família de Moïse e à comunidade congolesa residente no Brasil.
 
Equipes PARES Cáritas RJ, ACNUR Brasil e OIM Brasil.

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